UM FUNCIONÁRIO DEPENDENTE DE INTERNET PODE SER DEMITIDO?

Para as empresas, a dependência de internet está se revelando ao mesmo tempo um risco legal e um problema de produtividade.

Na medida em que as corporações dependem de sistemas de gerenciamento da informação para praticamente todos os aspectos de seus negócios, o abuso de internet por parte dos empregados e seu potencial de dependência está se tornando uma possível epidemia nas empresas. Os funcionários abusam de internet nas horas de trabalho, o que resulta em prejuízo de produtividade. Se a dependência de internet for considerada uma doença como é a dependência química então o empregado não poderia ser demitido por justa causa e sim deveria ser submetido a um tratamento para proporcionar reabilitação da pessoa em questão.

O problema surge pois a empresa forneceu à assim chamada droga digital e pode ser responsabilizada, fazendo-se necessário que a própria empresa ofereça tratamento e programas de prevenção para a dependência de internet como meio de diminuir seus problemas na justiça do trabalho.

A empresa deveria estar atenta a funcionários que tem características que o predispõem  a desenvolver o abuso de internet (ex: pessoas cronicamente solitárias, socialmente ansiosas, etc) que apresentam medo de se aproximar dos outros, temendo avaliações negativas e rejeição. Elas tendem a se preocupar com suas deficiências sociais percebidas, o que as leva a serem inibidas, reticentes e retraídas em situações interpessoais e a evitarem situações sociais.

QUESTÕES JURÍDICAS QUE SURGIRAM COM A DEPENDÊNCIA DE INTERNET.

A aceitação pelo mundo médico de que o uso excessivo de internet pode ser uma doença fará com que se tenha um novo olhar sobre diversos problemas legais.

Por exemplo a pedofilia através do computador exigirá uma avaliação adequada com vistas à reabilitação. O pedido de divórcio causado pela traição virtual poderá ser contestada pela alegação de que o cônjuge que usou a internet indevidamente estava apresentando sinais da doença (dependência de internet); o funcionário que se utilizou da internet da empresa para uso pessoal (entretenimento) poderia alegar doença psiquiátrica (dependência de internet) para não ser demitido e ainda exigir tratamento e reabilitação por ter sido a empresa que forneceu a dita “droga digital”.

O certo é que mais e mais pessoas estão passando horas conectadas na internet e esse novo hábito trará repercussões inúmeras, inclusive no plano jurídico.

QUAIS DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS DÃO DIREITO A BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS OU APOSENTADORIAS?

Existe um conceito popular de que a doença psiquiátrica determina a obrigação de um afastamento remunerado do trabalho por parte do governo federal em virtude da condição financeira desfavorável que o doente apresenta ou por causa do uso continuo de medicamentos psicotrópicos (remédios conhecidos popularmente como controlados); opinião esta que é veementemente contestada pelo órgão previdenciário oficial (INSS). Inúmeras patologias psiquiátricas

(ex: esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, depressão do humor, transtorno obsessivo compulsivo, retardo mental, etc) podem determinar a necessidade de afastamento do trabalho temporária ou definitivamente, mas nunca em virtude do próprio diagnóstico da doença mas sim em função do surgimento da incapacidade de exercer atividades de trabalho pelos inúmeros e graves sinais e sintomas que a patologia traz consigo.

O CIÚME PODE SER TRATADO? 

O ciúme pode ser patológico mas na grande maioria das vezes é um sofrimento existencial ( entenda-se existencial como algo que faz parte daquilo que é esperado que aconteça com qualquer ser humano ). Em algumas situações patológicas (ex: personalidade paranóide, esquizofrenia paranóide, alcoolismo crônico, personalidade possessiva, etc ) o ciúme aparece como sintoma da doença e necessariamente exige tratamento psiquiátrico para que não traga sofrimento ou surgimento de questões jurídicas para os envolvidos no problema.
Quando o ciúme é puramente existencial não obrigatoriamente deve ser feito tratamento psiquiátrico a não ser que haja grande sofrimento para o casal ou pelo menos para um dos dois.

A nossa sociedade tem passado por grandes transformações nas ultimas décadas e nota-se um enfraquecimento evidente das normas sociais em virtude da perca de poder que sofreram os pais, a igreja, etc; que antes determinavam papéis rígidos que cada parceiro deveria se submeter.

A isto soma-se o conhecimento ou o imaginário do parceiro de que parte da sociedade cada vez mais apresenta uma busca desenfreada por prazer que determina uma temeridade/desconfiança por parte do ciumento ou da ciumenta sobre o outro membro do relacionamento. O que mais caracteriza uma união promissora é a confiança; quando não há isso, está acesso o pavio da discórdia.

O QUE É E PARA QUE SERVE UM EXAME DE SANIDADE MENTAL?  

Este exame é feito pelo médico psiquiatra para informar que a pessoa em questão não apresenta doença mental; para isso se faz o exame psíquico completo (aspecto geral, nível de consciência, orientação, atenção, memória, percepção sensorial, pensamento, linguagem, juízo da realidade, vida afetiva,volição, psicomotricidade, inteligência, personalidade e se há indício de uso de drogas ).

Este exame é solicitado para fins de concurso público, tutela, curatela, testamento, adoção, e outras situações em que se está em dúvida a sanidade mental do indivíduo.

COMO O USO DE DROGAS MODIFICA A PERSONALIDADE E LEVA AO COMETIMENTO DO CRIME?

Houve um tempo em que o álcool era praticamente a única droga que determinava, quando do uso, o crime e observava-se que quando era suspenso o consumo o criminoso voltava a ter os mesmos traços de personalidade (modo de ser duradouro da pessoa) que antes. Fatos novos foram acrescentados quando se industrializou a produção e se aperfeiçoou a distribuição dos entorpecentes ; quais sejam: o início do uso de drogas ilícitas, como melhor exemplo o crack, determinou mudanças em grande parte definitivas da personalidade (personalidade tipo Borderline e anti-social esta última antes chamada de psicopata) e por conseguinte a perpetuação do hábito de infringir a lei.

Neste ponto surgiu um grupo de pessoas que passaram a ser o maior número nas prisões e a povoar erroneamente o imaginário popular como tendo uma tendência para o crime por motivo de sua moral deturpada.

Na verdade o preso em sua maioria é um desfavorecido social e intelectual que também é doente psiquiátrico . Existe no atual momento histórico um inconsciente popular de impunidade que somado as numerosas oportunidades para o cometimento de crimes, o menosprezo por valores morais tradicionais (em virtude da diminuição da força de instituições como igreja e família, etc ) e as características de personalidade ( estas que sempre existiram com a mesma freqüência mas que agora são somadas as que surgem em função das mudanças que a droga traz ) determinam o crescimento da criminalidade.

A droga em função do tempo e da quantidade de uso leva a modificações no funcionamento cerebral e como consequência mudanças no pensamento e no comportamento que favorecem o ato criminoso ( inquietação, desconsideração com a dor alheia, irritabilidade fácil, tendência de não aceitar normas sociais, baixa tolerância a frustração, atitude de dominância desmedida, etc ).

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