O JOGADOR COMPULSIVO É UM DOENTE MENTAL?

Na nossa sociedade há mais jogadores do que pessoas que nunca jogam. Em média um e meio por cento da população participa de jogos de azar regulamente; é duas vezes mais comum entre homens do que entre as mulheres e pessoas com menos instrução tendem mais a jogar de forma patológica.

O jogo patológico de azar é reconhecido como um transtorno mental, assim como a cleptomania e a piromania que são todos classificados como ” transtornos do controle dos impulsos”.

Antigamente existiam locais apropriados para se jogar; hoje joga-se em loterias, bingos, caças-níqueis  e com o surgimento da internet é possível jogar em casa, em Lan-House, no trabalho, etc; o que fez com que o número de jogadores crescesse grandemente.

O jogo de azar é incluído entre os prazeres não saudáveis, moralmente reprováveis e Causadores de grandes prejuízos financeiros; portanto devem ser evitados para que não venham a sofrer a família e o próprio jogador.

JOGOS VIRTUAIS: UM NOVO VÍCIO?

Aplicativos com múltiplos jogadores online simultâneos são exemplos de jogos que acontecem em realidades virtuais, onde a pessoa atua através de uma personalidade virtual criada, chamada avatar. A maior parte dos jogadores são adolescentes ou adultos jovens.

Os adolescentes apresentam uma tendência de não se distinguir do seu avatar, considerando o sucesso no jogo um sucesso pessoal. Isso, aparentemente, pode estar relacionado à origem do senso de autoeficácia e de autoestima, ambas extremamente significativas durante a adolescência.

O desejo de progredir no jogo virtual, o prazer de estar conectado com diversos jogadores ao mesmo tempo e a possibilidade de virtualmente se ter uma outra aparência e novas habilidades ( avatar) fazem com que o jogador se torne um dependente compulsivo mais rapidamente do que quando participa de jogos na vida real. É praticamente impossível terminar um jogo virtual pois estão em constante desenvolvimento.

Quem cria o jogo também faz UPGRADES constantemente forçando o jogador a reunir novos itens (que são melhores que os antigos) e a buscar novas localizações para manter sua posição social no jogo; prestígio e status, que muitas vezes lhes falta no mundo real. Parece que a realidade virtual como uma forma de escape do mundo real será cada vez mais comum. Os mundos virtuais, em primeiro lugar e antes de mais nada, são simplesmente um outro lugar para as pessoas se realizarem, para o melhor ou para o pior.

Psiquiatra Mossoró

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someoneShare on LinkedInPin on Pinterest

abead abp amb nup

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someoneShare on LinkedInPin on Pinterest